Logo Dra. Amanda Riva
Voltar para o Blog

Jejum pré-operatório: por que a regra do jejum prolongado mudou?

Deixar o pet sem água ou comida por 12 ou 18 horas pode ser prejudicial. Entenda os novos protocolos recomendados de jejum pré-anestésico.

Jejum pré-operatório: por que a regra do jejum prolongado mudou?

Antigamente, a recomendação padrão para qualquer cirurgia em cães e gatos era "jejum de 12 horas de comida e água a partir da meia-noite". Estudos recentes de fisiologia veterinária demonstraram que jejuns excessivamente longos trazem malefícios significativos ao organismo do pet.

Os Riscos do Jejum Prolongado

Ficar muitas horas sem comer ou beber água pode provocar no animal:

  • Hipotensão durante a cirurgia: A falta de água causa desidratação leve e diminui a pressão arterial sob anestesia.
  • Hipoglicemia: Perigoso principalmente em filhotes e cães de raças pequenas (como Yorkshires e Chihuahuas).
  • Refluxo gastroesofágico: A acidez do estômago vazio aumenta e pode levar ao refluxo durante a anestesia, causando esofagite ou broncoaspiração.

A Nova Recomendação Científica

As diretrizes atuais sugerem tempos de jejum individualizados com base no tipo de alimento:

  1. Alimento Sólido (ração/comida): Geralmente de 6 a 8 horas para animais saudáveis adultos.
  2. Água: Liberação de água até 2 a 4 horas antes da indução anestésica.
  3. Filhotes e Silvestres: Jejuns extremamente curtos (de 1 a 4 horas de sólidos e água) para evitar hipoglicemia severa.

Atenção: Nunca mude as instruções passadas pela sua anestesista. Cada animal possui uma necessidade de jejum específica determinada pelas suas comorbidades e tipo de procedimento cirúrgico.